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Aborto: "sim" vence referendo com mais de 59 por cento dos votos PDF Imprimir e-mail
Escrito por Joao Lopes   
11-Fev-2007

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SIM venceu em Portugal
O “sim” venceu o referendo à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, com mais de 59 por cento dos votos expressos. A taxa de participação supera os 43 por cento, um valor aquém do necessário para tornar a consulta vinculativa mas superior à registada em 1998.

Após o apuramento dos resultados nas 4260 freguesias do país, o "sim" recolheu 2.238.053 votos, o equivalente a 59,25 das preferências, enquanto o "não" obteve 40,75 por cento (1.539.078 votos).

Segundo os mesmos dados, o 'Não" obtém até ao momento 40.73 por cento das preferências contra os 59.27 do 'Sim'.

Os últimos resultados apontam para uma taxa de participação de 43.61% por cento, um resultado acima do registado na consulta de 1998, quando pouco mais de 31 por cento dos eleitores se deslocaram às urnas.

SÓCRATES: "RESULTADO É INEQUÍVOCO"

"O povo falou de forma clara e veio reforçar a legitimidade do espaço político e legislativo que estava em causa", disse José Sócrates frisando que o "resultado é inequívoco".

A Interrupção Voluntária da Gravidez, realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado "deixará de ser um crime em Portugal" garantiu.

REACÇÕES

- “Saudamos os portugueses por terem tido sentido que havia um problema para resolver e que foram às urnas para mostrar como esse problema pode ser resolvido” - Vitalino Canas (PS)

- "Os cidadãos foram votar em muito maior número, o que é um facto positivo" - Miguel Macedo, secretário-geral do PSD

- "O respeito pelos resultados torna imperiosa e urgente a necessidade de conclusão do processo legislativo iniciado na Assembleia da República" - Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP

- "Os nossos sentimentos são de mágoa, serenidade e determinação” - Ribeiro e Castro, presidente do CDS-PP

- "Nos próximos dias poderemos entrar finalmente no século XXI e na Europa em que queremos estar" - Francisco Louçã, dirigente do Bloco de Esquerda

- "Uma grande vitória em primeiro lugar para a dignidade e para a saúde das mulheres e também para os valores democráticos e progressistas ligados ao projecto de Abril" - Vasco Cardoso, da comissão política do PCP

- "Os portugueses não tinham hoje a sua cabeça concentrada em exclusivo na problemática que ia ser referendada. Tinham-na também na sua má disposição com as promessas diariamente quebradas e na sua incompreensão para com a evolução medíocre dos resultados da governação" - Luís Filipe Menezes

- "Portugal tem agora condições para puder encontrar uma solução legislativa que vá ao encontro da defesa das mulheres. Uma lei que proteja a dignidade da pessoa humana, em particular da mulher” - Alberto Costa, ministro da Justiça

-"O Serviço Nacional de Saúde tem condições de realizar aquilo que os portugueses pediram e dar serviços de qualidade e equidade" - António Correia de Campos, ministro da Saúde
Actualizado em ( 02-Ago-2008 )
 
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Fonte: Record

 

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